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HELLISH WAR – HEAVY METAL CLÁSSICO NO SÉCULO XXI Desde seu surgimento no final da década de 70, o heavy metal foi um dos gêneros musicais que mais sofreu transformações. Da sua forma clássica através de bandas como Iron Maiden e Judas Priest, o estilo ganhou mais peso e velocidade com bandas da segunda metade dos anos 80 como Metallica, Slayer e Venom. Na década de 90 bandas como Morbid Angel e Entombed iam ainda mais além nesses aspectos inaugurando assim o death metal. No mesmo período, grupos noruegueses como Mayhem e Emperor enfatizavam o elemento “satânico” do som já muito brutal e veloz. Mas de todos esses períodos distintos do heavy metal, não há como negar que seu auge aconteceu mesmo durante a década de 80, quando o estilo ainda se encontrava em sua forma mais pura. E foi nessa “era mágica” do metal que a banda campineira Hellish War foi buscar inspiração.
O guitarrista Vulcano - que desde 1986 atuava em bandas locais da região de Campinas - fundou o Hellish War em 1995. Inicialmente sua idéia era formar um “power-trio”. O baterista Jayr Costa e o baixista e vocalista Marcos juntaram-se à banda e assim fizeram os primeiros shows.
Com essa formação também gravaram a primeira demo tape em 1996. Intitulada The Sign , o trabalho foi super elogiado pela crítica especializada no Brasil. Era impressionante como um grupo formado durante o auge do movimento grunge conseguia ser tão autentico e ao mesmo tempo fiel ao formato mais clássico de um estilo musical que se transformava constantemente. A faixa título “The Sign” logo transformou-se num hino do metal brasileiro da época.
Em 1997 aconteceu a primeira mudança na formação. Com a saída de Marcos, o até então trio passou a ser um quinteto com a entrada de Roger Hammer nos vocais, Gabriel Gostautas no baixo e Daniel Job que assumiu a segunda guitarra. Com essa formação o Hellish War ganhou força extra o que pôde ser sentido em seus novos shows que se tornavam cada vez mais explosivos. O estilo peculiar da guitarra de Vulcano agora ganhava força extra com a técnica de Daniel Job. Roger Hammer também trouxe uma potencia vocal ao som da banda que impressionava.
O PRIMEIRO ÁLBUM
A boa repercussão nos palcos de São Paulo e interior impressionaram os diretores da gravadora Megahard Records que, na ocasião, destacava-se como um dos principais selos especializados em metal na época. Com contrato assinado, puderam então entrar em estúdio para gravar seu primeiro disco.
Defender of Metal foi lançado em 2001 sob grande expectativa. Calorosamente bem recebido pelo público, o álbum caiu nas graças da imprensa roqueira do Brasil e obteve excelentes avaliações nos principais veículos. No exterior, também ganharam notoriedade em países como Portugal, Alemanha e Japão que se impressionavam com o Hellish War e seu estilo tão peculiar e purista de se fazer heavy metal.
A turnê de divulgação do álbum varreu estados do sul e sudeste do país com shows em mais de 50 cidades. Destaque para as apresentações no Directv em São Paulo ao lado do alemão U.D.O. (legendário vocalista do Accept) e no Moinho São Roque em Curitiba quando foram convidados pela lenda inglesa Saxon para fazer o show de abertura.
Ao fim da turnê novas mudanças haviam ocorrido na banda: Jayr Costa havia sido substituído pelo baterista Daniel Person e JR era o substituto de Gabriel Gostautas no baixo. O Hellish War ganhava ainda mais vigor e habilidade técnica.
PROBLEMAS COM GRAVADORA
Biografias de músicos estão repletas de problemas com gravadoras. Com o Hellish War não foi o contrário. A banda, que atingia níveis cada vez mais altos de qualidade e popularidade, demandava mais investimento e atenção da gravadora. Sem o comprometimento que esperavam, o Hellish War decidiu rescindir o contrato com a Megahard Records, já que novos selos estavam interessados na banda. A gravadora, por sua vez, não querendo perder um artista já consolidado, dificultou o processo de rescisão contratual. A partir daí a banda passou a travar um longo período de batalhas com os diretores do selo no sentido de se ver livre do antigo contrato e poder dar seqüência a sua carreira.
Em paralelo aos problemas administrativos, o segundo álbum da banda começava a tomar forma. Numa tentativa de restabelecimento contratual, a Megahard oferece novas condições ao Hellish War. A banda agora contava com toda infra-estrutura de um bom estúdio na capital paulista para produção de seu segundo álbum. As gravações iam a todo vapor quando novos desentendimentos surgiram com o selo. Agora não havia mais condições de manter o contrato. O prejuízo? Todo material já gravado fora perdido. HEROES OF TOMORROW
Já livres de obrigações contratuais, o Hellish War entra no renomado Sincopa Estúdios em Campinas para re-gravar todo seu segundo e novo álbum.
Melhor lapidado e com uma produção ímpar, a banda decide trilhar o caminho independente atendendo à tendência de mercado.
Heroes of Tomorrow finalmente chega agora às lojas de todo Brasil trazendo 10 novas faixas que foram compostas por toda banda e que mantêm o vigor e energia do início de carreira aliado a uma evolução técnica surpreendente.
Conheça mais sobre cada faixa do álbum abaixo através das palavras do baterista Daniel Person.
HEROES OF TOMORROW – FAIXA-A-FAIXA (Por Daniel Person) Straight From Hell: O segundo disco do Hellish War começa com essa música rápida, a ultima composto para o álbum. Essa faixa me faz lembrar do Grave Digger, principalmente por conta dos riffs e linhas vocais; Die For Glory (Guillis The Brave): Essa faixa cadenciada já é conhecida pelos fãs do Hellish War que foram a alguns dos últimos shows da banda. O ex-baterista do Manowar, Rhino, chegou a elogiar o trabalho de bateria dessa música através do Myspace da banda;
Metal Forever: Essa composição também já é conhecida dos nossos fãs e se tornou o novo clássico do Hellish War. Ótimos solos e duetos de guitarra, e um refrão que você não vai esquecer tão fácil;
Son Of The King: Riffs de guitarra tradicionais que remetem ao primeiro disco da banda. “Son Of The King” traz o Hellish War tocando o metal tradicional dos anos 80 com muita pegada e energia;
Reasons: Após a ótima introdução, essa canção segue trazendo uma grande inspiração da banda alemã Running Wild, principalmente pelos riffs de guitarra;
My Freedom: Essa faixa mais lenta destaca-se pelas linhas vocais, principalmente pelo refrão que é cantado por todos os músicos da banda;
Destroyer: A música mais rápida do álbum mostra o Hellish War no seu melhor desenvolvimento técnico. Atenção ao refrão que vai fazer seus auto-falantes explodirem!
Awaken: Outra música de heavy metal clássico dos anos 80. Várias mudanças de climas e riffs inspiradíssimos que parecem ter sido criados durante o auge da New Wave Of Britsh Heavy Metal. Esperamos que você bata-cabeça com essa faixa! Beyond: Tema instrumental que novamente remonta à atmosfera do Defender of Metal . Novamente os solos se destacam. Essa música tem se encaixado com perfeição para abertura dos novos shows do Hellish War; Heroes Of Tomorrow: Essa épica canção fecha o álbum com poderosas linhas vocais e orquestrações inspiradas no trabalho de Basil Poledouris (Conan). “Heroes Of Tomorrow” mostra o Hellish War em seu melhor momento e é certamente uma das melhores músicas já compostas pela banda;
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